segunda-feira, junho 5

Descoberto sapo transparente na Amazônia

Se existe um animal que não é lá muito bom em disfarçar ansiedade, este é a rãzinha Hyalinobatrachium yaku. Seu coração pode ser visto batendo acelerado por debaixo da pele, graças a uma camada incrivelmente transparente na região do peito. A variedade integra o gênero dos glassfrogs, apelido que os cientistas deram para os sapos de pele tão clara quanto o vidro.
Apesar de ter vários parentes com essa mesma habilidade de transparência, cientistas acreditam que a espécie seja única por uma série de motivos. E o primeiro está exatamente no coração. No caso da Hyalinobatrachium yaku, o órgão pode ser visto sob a pele com sua cor verdadeira, um vermelho vivo. Isso não acontece em outras variedades de glassfrogs, em que todos os órgãos – o coração, incluso – aparentam ter a cor branca. Também entram na lista de peculiaridades os pontos em verde escuro que a espécie possui no corpo todo, sobretudo nas costas.
Mas o mais interessante mesmo são seus comportamentos reprodutivos incomuns – quem realiza a guarda dos ovos são os machos, por exemplo. O local onde os proto-filhotes são estocados antes de ganharem o mundo também não é nada usual: a parte de baixo das folhas das árvores. Quando estiverem prontos para eclodir, os ovos se descolam e caem na água, onde as crias estão livres para completar seu desenvolvimento.
A espécie foi descrita pela primeira vez há algumas semanas, em um estudo divulgado no periódico Zookeys. Ela pode ser encontrada saltitante em cima das árvores na Amazônia equatoriana – lá, pelo menos, foi o lugar onde apareceu pela primeira vez.
Mas manter esse habitat latino-americano pode ser considerado um problema para a sobrevivência da espécie, de acordo com os pesquisadores. Essa região amazônica é marcada pela extração de petróleo e desmatamento, atividades que podem destruir por completo o local onde os sapos são encontrados – ou pelo menos comprometer gravemente a interação entre populações.
“Esperamos que descobertas como a desse sapinho possam nos ajudar no alerta de que há muita coisa para ser perdida com a extração continuada de combustíveis fósseis, além daquilo que já sabemos sobre as mudanças climáticas”, disse Paul Hamilton, um dos autores do estudo, à revista New Scientist.

fonte: Site Revista Superinteressante

quinta-feira, abril 27

300 aplicativos educacionais abertos para usar em sala de aula

Para inovar no processo de ensino-aprendizagem, projeto nascido na UFRGS reúne softwares para Android que podem ser usados e modificados livremente

Já imaginou se uma tabela reunisse vários aplicativos livres para celulares e tablets do sistema Android? E se essa tabela também apresentasse indicações de quais disciplinas poderiam usar o recurso? Melhor ainda, não é? Pois agora isso existe, graças ao projeto “Software Educacional livre para Dispositivos Móveis”.
Elaborada pelo professor Paulo Francisco Slomp e pelo estudante André Ferreira Machado, ambos da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a tabela reúne 305 aplicativos, que podem ser usados como complemento para o processo de ensino-aprendizagem. Desses, 78 servem para a educação infantil, 154 para os anos iniciais do ensino fundamental, 173 para os anos finais do ensino fundamental, 181 para o Ensino Médio e 203 para o Ensino Superior.
Para quem não sabe, o nome software livre significa, no caso da tabela, que o aplicativo é um REA (Recurso Educacional Aberto). A sigla, por sua vez, é usada para designar um material educativo licenciado de forma pública, permitindo que qualquer pessoa interessada use ou adapte o conteúdo da forma como preferir.

A tabela está disponível em português, e também conta com versões em inglês, espanhol, francês e italiano.

fonte: Site Porvir



domingo, janeiro 8

Suecos criam máquina solar capaz de purificar 600 litros de água/hora

O desejo de encontrar soluções sustentáveis para o problema da falta de água potável – que chega a assolar um bilhão de pessoas neste planeta – é o que move o casal de empreendedores suecos Annika Johansson e Greger Nilsson. Juntos, eles criaram o kit de purificação de água Greenwater, que conta com uma combinação de tecnologias: luz ultravioleta (UV) e energia solar.

O sistema de purificação da Greenwater elimina da água as bactérias patogênicas, vírus, amebas e parasitas, inclusive bactérias resistentes ao cloro, de maneira sustentável. O sistema tem capacidade para filtrar 600 litros por hora, o que equivale a um consumo diário, em média, de 80 pessoas.
Carregado por energia solar, o kit dispensa o uso da eletricidade vinda da rede, facilitando sua aplicação em regiões com pouca infraestrutura, sem acesso à energia elétrica. Além disso, o equipamento é portátil, tornando o transporte muito mais simples.
“As soluções da Greenwater podem ser aplicadas em diversos contextos: de situações críticas, como catástrofes, em que a infraestrutura de uma região é devastada, não restando qualquer possibilidade de acesso à água potável, passando por países ou comunidades carentes de um sistema de água e esgoto, até empresas que estejam em busca de soluções sustentáveis e inovadoras para o tratamento, seja para a entrada (input) ou para a saída (output), da água”, explica Greger Nilsson, responsável pela área de desenvolvimento.

Primeiros testes
Em abril, a equipe da Greenwater fez os primeiros testes de campo em Ruanda, na África, com sucesso. Agora, a empresa finaliza algumas adaptações do Kit para torná-lo ainda mais eficiente para o tipo de água daquela região. O país africano deve receber 25 unidades do equipamento, que serão instaladas em escolas, hospitais, centros comunitários, entre outros.
No Brasil
O Brasil também está no cronograma de testes da companhia. O objetivo é atingir dois grupos: um deles é formado por comunidades carentes, como favelas, e populações que vivem em regiões afastadas dos centros urbanos, muitas vezes sem acesso a saneamento e água potável. O outro grupo é formado pelos setores da construção civil, principalmente nos novos projetos de condomínios e casas autossustentáveis, e pela agricultura de diversos portes.
“Nossa meta é, antes de mais nada, entender as necessidades específicas de cada comunidade, e então oferecer a solução mais adequada, num diálogo sustentável”, explica Telma Gomes,  gestora internacional do projeto. “Trabalhamos alinhados à meta número seis dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, compilados pela ONU, que é assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos até 2030.”
Fonte: Site Ciclo Vivo

segunda-feira, novembro 28

Jardins verticais são instalados em quatro prédios no Minhocão, em SP

Paredes verdes assinadas por jovens artistas e um projeto de reocupação da marquise prometem transformar o Elevado Presidente Costa e Silva no primeiro "corredor verde" do mundo .


Antes do concreto havia o verde (e também outros elementos naturais, rios que foram soterrados etc., mas este é assunto para outra hora). Há décadas a cor estava suprimida no cenário cinza que acompanha o polêmico Elevado Presidente Costa e Silva, o Minhocão, na região central de São Paulo. Até que, no último ano, a realidade começou a mudar, graças a uma série de jardins verticais.

Adotadas como iniciativa de transformação socioambiental em áreas urbanas, as paredes verdes, ali, são de autoria do Movimento 90°, grupo liderado pelo arquiteto e paisagista Guil Blanche, que, desde 2013, se dedica a fazer do Minhocão o primeiro “corredor verde” do mundo. Para desenhar os painéis que ocupam as empenas cegas dos prédios ao redor do viaduto, Blanche convidou artistas como Pedro Wirz, Daniel Steegmann Mangrané e Renata De Bonis. 

A cobertura vegetal composta por espécies de plantas da mata atlântica começou a ser montada em dezembro. O projeto desta segunda instalação é do artista Daniel Mangranè e faz parte de uma proposta para implantar um "corredor verde" no Minhocão, com o plantio de 8 mil metros quadrados de jardins verticais para melhorar a qualidade ambiental da região. 


Manutenção

A irrigação automática passa por todas as plantas. O que sobra é captado por canaletas e retorna ao armazenamento para ser bombeado de volta para nova irrigação.

Para quem tem medo que o jardim vertical possa provocar infiltração nas paredes, os responsáveis pela implantação afirmam que isso não acontece.

A manutenção é paga pela incorporadora durante os seis primeiros meses, depois correrá por conta da prefeitura. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente recebe os
pedidos de prédios que querem ficar verdes e que não precisam pagar por isso. As cartas de intenção devem ser entregues na Secretaria, na Rua do Paraíso, 387/389 - térreo, das 9h às 16h.
fonte: Portal G1

México transforma colunas de viadutos em jardins verticais

A Cidade do México inaugurou recentemente uma intervenção urbana enorme. São 60 mil metros quadrados de jardins espalhados sob um viaduto que corta 27 quilômetros da cidade. As pilastras deixaram o cinza do concreto para trás e ganharam diferentes tons de verde.
O projeto é financiado por investimento privado e desenvolvido pela empresa VerdeVertical, especializada em transformar paredes e fachadas em jardins gigantes. De acordo com a apresentação do projeto, a inclusão das plantas em ambiente urbana ajudará a filtrar mais de 27 mil toneladas de gases e processará dez toneladas de metais pesados.
A ideia é muito simples e não ocasionou nenhuma mudança estrutural nas vias já existentes. A instalação conta com armaduras metálicas cheias de anéis colocadas em volta da pilastra. Após fixada, a estrutura recebe painéis pré-fabricados, que incluem um substrato têxtil hidropônico, sobre o qual é colocado o material vegetal e também os espaços publicitários.
As paredes possuem um sistema automatizado de rega, que é controlado remotamente por GPS. A água usada no abastecimento é reaproveitada, sendo colhida da chuva e as espécies usadas são altamente resistentes e adequadas às condições do seu entorno.
Todo o projeto é mantido por investimento privado e ainda proporciona o uso de espaços publicitários em meio aos cultivos, como forma de atrair anunciantes e gerar verbas extras.

fonte: site Tetrapak

sexta-feira, novembro 25

Adidas lança tênis feito com plástico retirado do oceano

Com design inspirado nas ondas do mar, o 'Ultra Boost Uncaged Parley' traz uma malha feita da mistura de 'Ocean Plastic' e poliéster reciclado

Em parceira com a ‘Parley for the Oceans’, a Adidas acaba de lançar o novo modelo do ‘Ultra Boost’, famoso tênis de performance da marca, feito com plástico retirado do oceano. As camisas de futebol dos clubes ‘Bayern de Munique’ e ‘Real Madrid’ também trazem o material na composição.

Com design inspirado nas ondas do mar, o ‘Ultra Boost Uncaged Parley’ traz uma malha feita da mistura de ‘Ocean Plastic’ (95%) e poliéster reciclado (5%).

Os cadarços, a base, o suporte do calcanhar e o forro também foram feitos de materiais reaproveitados. A Adidas produziu sete mil pares do modelo, que começa a ser vendido na próxima semana nos EUA e já está com lista de espera.

“Nós não vamos parar aqui. Faremos um milhão de tênis usando a Parley Ocean Plastic em 2017 – nossa principal ambição é eliminar plástico virgem da cadeia de suprimentos” conta Eric Liedtke, membro do conselho executivo do adidas Group responsável por Global Brands.

O tênis não tem previsão de chegada ao Brasil.

fonte: site Exame.com

quinta-feira, novembro 24

Projeto realiza ações de mobilização pelo Parque dos Manguezais, em Recife

O projeto Tod@s pelo Parque dos Manguezais iniciou em agosto suas atividades. A iniciativa contempla ações de mobilização, engajamento e construção de entendimentos sobre o Parque dos Manguezais, em Recife (PE); diagnóstico participativo da comunidade pesqueira local; discussão sobre o conflito socioambiental do cultivo de camarão na localidade e possíveis alternativas; e capacitação e sensibilização da comunidade escolar e lideranças para a conservação dos manguezais. O Parque é uma Unidade de Conservação municipal, voltada à conservação ambiental de forma inclusiva, de maneira a reconhecer a realidade socioambiental local.
Em seu primeiro trimestre, o projeto já deu passos importantes, como o lançamento oficial, ações de identificação e mobilização da comunidade,  reuniões com organizações e órgãos estratégicos e encontros de acompanhamento do projeto.
Também ocorreu a roda de conversa que inicia a pesquisa com a comunidade pesqueira local, visitas para início das ações de educação ambiental e capacitação junto à comunidade escolar, produção da logomarca e materiais de divulgação do projeto, entre outras atividades.
lancamento
Fotos do lançamento do projeto Tod@s pelo Parque dos Manguezais.

Realizador, parceiros e apoiadores
O projeto Tod@s pelo Parque dos Manguezais é realizado pelo Instituto Bioma Brasil, com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica e a parceria da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Recife, da Caranguejo Uçá, da Poupança Comunitária e do Laboratório ARREÁgua/UFPE.
A iniciativa foi contemplada no “Edital de Apoio a Projetos para Unidades de Conservação Municipais Públicas e Privadas da Mata Atlântica e Ambientes Marinhos e Costeiros” de 2016, e como os demais projetos em benefício de áreas marinha e costeiras do edital, recebe recursos da Repsol Sinopec Brasil (saiba mais).
Para informações adicionais sobre o projeto, contate a coordenadora Maíra Braga: mairabbraga@gmail.com.
Fonte: site SOS Mata Atlântica

quarta-feira, junho 8

Plataformas mapeiam árvores frutíferas nas ruas do Brasil e do mundo

Abacateiro, goiabeira, mangueira, amoreira, pitangueira. Pensar nesse conjunto de árvores frutíferas nos remete diretamente a um ambiente rural em algum lugar no interior do Brasil. Essas cinco espécies e outras 15, porém, estão espalhadas pelas ruas, vielas e avenidas de São Paulo, a maior metrópole da América do Sul.

Isso significa que as quase 12 milhões de pessoas que habitam a capital paulista têm a oportunidade de, ao caminhar pelas ruas, observar a imensidão de uma jaqueira, chupar uma manga caída ou colher amoras.

Desde 2009, o mapa virtual e colaborativo “Inventário das Árvores”cataloga as principais
árvores existentes em São Paulo – frutíferas, exóticas, de tempero, entre outras. As centenas de espécies encontradas certamente são um alento para aqueles que prezam por uma relação mais estreita e saudável com a natureza que nos cerca, mas o levantamento também evidencia que as regiões periféricas da cidade contam com uma presença muito menor dessas árvores.

O mapa, que também chegou à cidades como Brasília e Rio de Janeiro, mostra ainda detalhes sobre a quantidade e a qualidade das frutas, a condição das árvores e o tamanho das copas. O “Inventário”, aliás, aceita novas colaborações. Contribua!

A presença de árvores frutíferas em ambientes urbanos, para muito além de embelezá-los, aumenta a biodiversidade, já que, de acordo com texto de Ricardo Cardim no site Árvores de São Paulo, “atraem pássaros e outros animais de ambientes naturais, ajudando a reequilibrar o meio ambiente urbano através do controle de pragas e o plantio de novas árvores trazidas de suas refeições nas matas”.

Cardim prossegue: “outro aspecto importante é a humanização das cidades. Árvores frutíferas reconectam a população com prazeres simples como colher frutas silvestres no pé e a descoberta de novos sabores, incentivam o uso de espaços públicos e estimulam as crianças a subirem e brincarem em árvores.”

sexta-feira, maio 13

No Japão, já existem mais torres de recarga para carros elétricos do que bombas de gasolina

Existem mais pontos de recarga elétrica para carros do que bombas de gasolina no Japão, segundo relatório divulgado pela Nissan.
Hoje já são mais de 40 mil postos de recarga espalhados pelo país, contra 35 mil estações de combustível fóssil. Esse número ainda não contabiliza os pontos privados e os públicos destinados para recarga rápida.
À medida que a tecnologia cresce, a infraestrutura por detrás dela tem que acompanhar sua demanda e o Japão é um belíssimo exemplo de como esse processo deve ser conduzido. A tendência é que com esse alinhamento os carros elétricos se tornem uma opção cada vez mais viável para a população.
“Um elemento importante para o crescimento contínuo desse mercado é o desenvolvimento de sua infraestrutura”, diz Joseph G. Peter, CFO da Nissan.
A indústria já está reagindo à essas necessidades de infraestrutura. A Tesla, que vale mais do que montadoras 100 vezes maiores, já possui seu próprio sistema de recarga em alta velocidade. A VW e a BMW também estão se movimentado para implementar e ampliar a tecnologia em solo estadunidense.
As notícias reportadas pela Nissan significam um verdadeiro marco, uma vez que já mostra indicadores positivos sobre a implementação de uma nova tecnologia disruptiva.

sexta-feira, abril 29

#VEMPASSARINHAR no Buntantã

Nesse sábado agora (30/04) o Observatório de Aves do Instituto Butatã realizará o 23º #vempassarinhar, uma caminhada mensal, aberta ao público, para observação de aves.
O #vempassarinhar é um projeto de ciência cidadã, onde o público em geral atua diretamente na coleta de informações sobre as aves que habitam diferentes áreas verdes do município de São Paulo. É uma ótima oportunidade de aprendizado para quem quer se iniciar na observação de aves. Após a caminhada acontece um piquenique e, na sequência, o “Papo de Passarinho”: um bate papo sobre natureza com um convidado especial a cada mês.
Horário: 7h da manhã (sábado, 30/04).
Onde: UMAPAZ – Av. Quarto Centenário, 1268, São Paulo/SP
O que levar: Lanche para o pique-nique coletivo
Mais informações: Facebook do evento
Realização: Observatório de Aves – Instituto Butantan, SAVE Brasil e DEPAVE 3
Contato:observatoriodeaves@butantan.gov.br / cidadaocientista@savebrasil.org.br