sexta-feira, julho 24

Trilha da Mata terá novas revistas a partir de Novembro


A editora Freedom Books lançará em Novembro de 2015 novas revistinhas da turminha do Trilha da Mata! a distribuição é gratuita em vários pontos da cidade de São Paulo! Nos próximos dias listaremos os locais de distribuição!


Toda a Equipe de criação está em polvorosa e está à todo vapor para garantir as revistinhas mensalmente para todos leitores. E a turminha do Trilha não deixará de marcar presenças nos jornais e revistas de sempre, que fizeram deles os personagens de produção independente mais lidos na cidade!  = D

acompanhe todas as novidades pelo blog do Trilha da Mata

terça-feira, julho 21

Brasil abre consulta pública sobre acesso à informação e meio ambiente

Também serão debatidos participação em processos decisórios e acesso à justiça. Discussão vai até 7 de agosto

Está aberta consulta pública, até o dia 7 de agosto, sobre acesso à informação, participação em processos decisórios e acesso à justiça em temas ambientais. A discussão online é promovida pelo Ministério de Relações Exteriores (MRE), em parceria com o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+).
A consulta pública tem como objetivo receber comentários da sociedade civil brasileira, incluindo representantes da mídia, academia, ONGs nacionais e internacionais e setor privado. A ideia é discutir o documento preliminar elaborado pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL).
A iniciativa reforça o compromisso da Controladoria-Geral da União de transparência e acesso a informações públicas. O exercício dos direitos de acesso aprofunda e fortalece a democracia, além de contribuir para uma melhor proteção do meio ambiente e dos direitos humanos.
Os interessados em participar devem se inscrever no site do Rio+. Durante a discussão online, também existirá a possibilidade de enviar comentários por e-mail que serão disponibilizados na plataforma de discussão. Caso haja dificuldades para acessar o site, favor entrar em contato com rio.mais@undp.org.
As respostas recebidas serão consolidadas e apresentadas no website do Centro RIO+. Esse material também servirá de insumo para os representantes brasileiros na próxima etapa das negociações regionais, em outubro.
fonte Site CGU

terça-feira, junho 23

A mulher que libertou mais de 2 mil escravos em pleno século XXI

reportagem da revista Época:
Marinalva Dantas, auditora do trabalho, por dez anos autuou fazendas com trabalho ilegal. Sua história virou livro
Graças aos esforços de uma única brasileira, 2.354 pessoas foram libertas da escravidão desde 1995, um século depois da assinatura da Lei Áurea. Essa brasileira é Marinalva Dantas, auditora do trabalho e uma das maiores referências do país no combate à escravidão moderna e ao trabalho infantil. As histórias dessa mulher e dessas causas se misturam e estão contadas no livro A Dama da Liberdade, lançado nesta terça (26), também data do aniversário de 61 anos de Marinalva. Foi escrito pelo jornalista Klester Cavalcanti.
A história de Marinalva teve uma influência crucial em sua carreira. Nascida em uma família muito pobre, em Campina Grande (PB), passou os três primeiros anos de vida em uma casa sem luz, água encanada ou esgoto. Por dentro, não havia banheiro ou paredes entre os quartos. Devido a uma crise grave de lombriga, foi levada à casa dos tios que tinham uma condição financeira melhor e acabou sendo criada por eles, em Natal (RN). Isso permitiu que Marinalva tivesse uma infância decente, bem diferente do que teria vivido se continuasse com seus pais.

Aos dez anos, foi visitar a família e reencontrar a mãe que já não reconhecia. Essa visita mexeu muito com ela, como contou em entrevista ao Blog ÉPOCA AMAZÔNIA. “Me dei conta de que era privilegiada e gostaria que todas as crianças – principalmente meus irmãos – tivessem um pouco do que eu tinha: a possibilidade de brincar e de estudar”. A experiência foi uma das bases para que ela crescesse como uma defensora dos mais fracos – como se define.
Marinalva entrou na faculdade de direito e passou em um concurso público para auditora fiscal do trabalho, em 1984. Pouco mais de dez anos depois, ingressaria nos primeiros grupos que saíram à caça de fazendas que mantinham trabalhadores em condições degradantes e sem direitos trabalhistas. Segundo levantamento apresentado no livro, os casos mais comuns de trabalho escravo estão em fazendas de pecuária (29% dos casos registrados pelo governo federal), cana-de-açúcar (25%). Dezenove por cento estão em fazendas com outras lavouras, como algodão. Os estados com mais casos são da Amazônia Legal: Pará (12.761 de escravos libertos desde 1995) e Mato Grosso (5.953). O perfil desses escravos explica sua vulnerabilidade: 62% são analfabetos e 27% estudaram no máximo até a 4ª série.

>> Leia nossa cobertura completa sobre Amazônia
Como auditora do trabalho, enfrentou situações adversas e encontrou um cenário triste de constatar que ainda exista no Brasil. Viu fazendas em que os agricultores dormiam todos em um galpão, sem banheiro ou qualquer condição sanitária adequada. A comida era sempre escassa e quando ganhavam carne, eram sempre os piores pedaços, cheios de gordura e mal conservados. Em Marabá(PA), encontrou pedaços de carne que seriam consumidos no dia seguinte e estavam ao relento, infestados de moscas e em toras de madeira. A coloração quase preta do alimento a impressionou naquele dia.

Marinalva viu muitas crianças passando fome. E costumava dar a elas os alimentos que tinham no carro dos auditores do trabalho e da polícia federal. Encontrou um homem escravizado há dezenove anos e um menino que não sabia sua idade, pois nunca havia comemorado um aniversário. Questionado se tinha tempo para o lazer, esse menino respondeu que às vezes brincava de desmontar e montar a motosserra “cheia de pecinhas dentro”. Como conta uma passagem do livro, a auditora não sabia o que era mais triste: a criança não brincar por falta de tempo e de energia após um dia intenso de trabalho ou ter como brinquedo o mesmo equipamento que lhe roubava a infância.

Nem sempre era fácil se conter, em muitos capítulos do livro A Dama da Liberdade, Marinalva é retratada como uma mulher forte, porém emotiva, que se comeve e se revolta com o que encontra pela frente. Um dos poucos momentos em que chorou diante de um ex- escravo foi quando ele lhe contou que havia sido espancado por ter pedido um pouco de água limpa. A que tinha para beber vinha de um córrego e era amarela e barrenta. O chefe mandou que um peão, escravo como ele, fosse o autor das pancadas.

A luta de Marinalva a tornou uma personalidade conhecida. Ao longo dos anos apareceu em reportagens e deu inúmeras entrevistas. Descobriu casos de escravidão em fazendas de homens poderosos, como o deputado estadual do Rio de Janeiro Jorge Picciani. E, em 2002, a Polícia Federal encontrou em Marabá uma lista com nome de pessoas que deveriam ser executadas a mando de fazendeiros da região. Marinalva Dantas era um deles. Meses antes, ela comandara uma operação em uma fazenda de pecuária na região.

>> Mato Grosso cria frente contra o trabalho escravo
Em 2004, Marinalva foi para Brasília ser diretora da Divisão de Articulação de Combate ao Trabalho Infantil. O cargo mais burocrático do que prático não a agradou e ela voltou a Natal, onde até hoje é auditora. Olhando para trás, vê que a dedicação total à carreira teve impactos grandes também em sua vida pessoal, como o fim do casamento, desentendimentos com os filhos por passar tempo de mais viajando e até uma síndrome do pânico. Apesar de tudo isso, o trabalho a realizou sempre. Hoje, espera que todo o esforço tenha levado mais conscientização aos brasileiros para que não aceitem as barbaridades cometidas com trabalhadores sem direitos. E se diz uma otimista em relação ao fim da escravidão de uma vez por todas no país. “Eu não combatia o trabalho escravo e infantil até saber que isso existia. Depois que você descobre, quer que acabe. Não dá para aceitar que isso ainda aconteça na geração de nossos filhos e netos”.

Confira abaixo a entrevista que Marinalva concedeu ao Blog ÉPOCA AMAZÔNIA.

ÉPOCA: A senhora nasceu em uma família pobre, mas foi criada por tios com uma boa condição financeira, foi à faculdade e seguiu uma carreira voltada aos direitos humanos, principalmente dos mais pobres. Sua história pessoal influenciou essa escolha?
Marinalva Dantas: 
O fato de eu ter vindo da pobreza influenciou muito minha carreira. Fui morar com meus tios em Natal com apenas três anos, então, não tinha lembranças da minha vida anterior. Apenas aos 10 anos retornei a Campina Grade e reencontrei minha mãe, que eu nem reconhecia mais. Cresci em um ambiente de opulência e ver a casa da minha família foi chocante. Quando cheguei à cidade, fiquei feliz de ver muitas crianças que poderiam brincar comigo. Mas a maioria delas precisava trabalhar para ajudar a família. Faziam sapatos, potes de barro, carregavam água ou ajudavam no comércio, por exemplo. Me dei conta de que era privilegiada e gostaria que todas as crianças – principalmente meus irmãos – tivessem um pouco do que eu tinha: a possibilidade de brincar e de estudar.
Já adulta, ouvia histórias de homens que deixavam as famílias para trabalhar em outros estados no Norte e do Nordeste e não voltavam mais. As pessoas acreditavam que eles encontravam outras mulheres e tinham outros filhos. Na primeira vez que entrei em uma fazenda e vi os escravos que há anos não podiam voltar pra casa, senti uma grande revolta. Aqueles pais nunca abandonaram seus lares. Estavam lá sem escolha. Isso me motivou a fazer o que fosse possível para acabar com essa situação.

ÉPOCA: Como é possível que, 127 anos depois da abolição da escravidão, ainda persista esse regime de trabalho no Brasil?
Marinalva: 
Isso se sustenta porque é muito lucrativo. Esses senhores de escravos ficam mudando de estratégia para burlar a lei, enganar a polícia e os consumidores. Há por exemplo, fazendeiros que assinam a carteira de trabalho das pessoas, mas não seguem qualquer norma de trabalho. É só o papel que está lá. Acham que assim não poderão ser enquadrados como empregadores de escravos.
Enquanto eles puderem manter isso, vão fazer. Já fui a uma fazenda exportadora que nunca tinha registrado nenhum empregado e sonegava muitos impostos. Então, o dono fica apenas o lucros, sem nenhum encargo. Para muitos donos de terra, a estratégia é dizer que não sabiam de nada. Que era o gerente quem cuidava dos outros funcionários. Então, nosso trabalho é ligar os pontos entre o proprietário da terra e os escravos.
ÉPOCA: Você começou a resgatar trabalhadores em 1995, uma época em que isso ainda era um tipo de ação nova por parte do governo. Como foi esse começo? E como evoluiu?
Marinalva: 
Em termos de aparelhamento, tivemos um avanço grande. No início, nossa comunicação em campo era precária e corríamos muitos ricos. Foi só com o passar dos anos que conseguimos GPS e celulares, por exemplo. Hoje o Ministério Público já está estudando o uso de drones para vistorias.

ÉPOCA: E em termos de legislação?
Marinalva: 
Até evoluiu, mas estamos diante de um golpe iminente. Tramita no Congresso um projeto para mudar o conceito de trabalho escravo no Código Penal.  Se aprovado, os termos “jornada exaustiva” e “condições degradantes” não irão mais configurar trabalho escravo. Será um grande golpe à Constituição Federal. Essa mudança vai permitir que um fazendeiro abrigue seus funcionários no curral, junto com o gado, e que dê a eles água para beber em cochos, afinal, a dignidade do trabalhador não está mais em jogo. Eu já encontrei uma fazenda em que uma mulher estendia um pedaço de pano em cima do esterco do gado para dormir e dividia a água com os animais.
ÉPOCA: A senhora sofreu ou sofre muitas ameaças pelo trabalho combativo?
Marinalva: 
Sim. Até hoje. Nesse final de semana mesmo, estava em uma feira livre com a equipe da tevê Globo mostrando crianças e adolescentes trabalhando nas barracas. Isso é trabalho infantil, é proibido. Alguns feirantes mandaram a gente sair de lá, dizendo que tinham muitas facas. Quando disse que eles tinham mão de obra ilegal, me responderam que se esses jovens não estivessem ali, estariam no tráfico. É uma ignorância da parte deles pensar assim.
ÉPOCA: A senhora acredita que um dia o Brasil irá erradicar definitivamente o trabalho escravo e o infantil?
Sim. Sou otimista em relação a isso porque eu mesma não combatia o trabalho escravo e infantil até saber que isso existia. Depois que você descobre, quer que isso acabe. Não dá para aceitar que isso ainda aconteça na geração de nossos filhos e netos”.

segunda-feira, junho 8

SERVIÇO VETERINÁRIO DA ANCLIVEPA-SP – INFORMAÇÕES

PÚBLICO A QUE SE DESTINA
O atendimento é EXCLUSIVO aos munícipes da Cidade de São Paulo e, prioritariamente, àqueles assistidos por programas sociais tais como: Bolsa Família, Renda Mínima, Renda Cidadã ou outro programa equivalente.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
  • RG original;
  • CPF original;
  • Comprovante de residência no nome do responsável pelo paciente.
NÃO SERÃO ATENDIDOS OS ANIMAIS DAS PESSOAS QUE NÃO APRESENTAREM OS DOCUMENTOS EXIGIDOS
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:

Segunda a Sexta: das 07h00 as 17h00  - Unidades Zona Norte e Zona Leste (Todos os serviços e especialidades).
Abertura das fichas – das 06h00 as 10h00.
Sábados, Domingos e Feriados: das 07h00 as 10h00 -Unidade Zona Leste (Apenas urgências e emergências)
das 07h00 as 10h00

IMPORTANTE:
O Hospital  Veterinário da ANCLIVEPA-SP  é um convenio com a Prefeitura do Município de São Paulo e o numero de atendimentos para consultas, exames e cirurgias é limitado por contrato.
O Hospital Veterinário NÃO possui serviço de TAXI DOG e também não se responsabiliza pelo transporte de animais.
O acesso ao Hospital Veterinário é limitado a 01 (um) acompanhante para animais de pequeno porte e a 02 (dois) acompanhantes para animais de grande porte.
Solicita-se o não comparecimento de CRIANÇAS, IDOSOS e MULHERES GRAVIDAS como acompanhantes, devido a grande presença de animais no local.
Aos Sábados, Domingos e Feriados, os atendimentos são exclusivamente para as emergências e retornos agendados pela equipe medica.
“Emergência médica é um ferimento ou doença que necessita de atendimento médico imediato. É uma situação em que a sobrevivência do paciente está em risco no curto prazo, seja por trauma ou doença súbita que precisa ser abordada em um intervalo de tempo de poucos minutos ou imediatamente.”

ENDEREÇOS
UNIDADE ZONA NORTE
Avenida General Ataliba Leonel, 3194 – Parada Inglesa – São Paulo/SP Telefone 11 2478-5305

UNIDADE ZONA LESTE (NOVO ENDEREÇO)
Rua Platina, 570 – Tatuapé – São Paulo/SP Telefone 11 4323-8502

saiba mais: http://anclivepa-sp.com.br/

sexta-feira, maio 29

2ª Campanha "Padrinhos do Futuro" já iniciou! Participe!


A Gazeta Verde está apoiando fortemente a 2º Ação entre amigos "Padrinhos do Futuro". Você conhece essa ação?


Iniciando em 2014, o Padrinhos do Futuro,  arte sócio-cultural,  não é uma associação, fundação ou ONG, é sim uma Ação Entre Amigos sem fins lucrativos que pretende garantir a educação digna para um grupo de crianças no interior do Ceará.

Como isso se deu? Quando soubemos que crianças de um povoado no interior do Ceará, no povoado de Mergulhões dos Guias, um vilarejo de Itapipoca, as crianças fazem suas lições escolares à lápis para que, ao final do ano, possam apagar tudo para então reutilizar os cadernos (??!?!?!). Quando soubemos disso nos partiu as almas. Resolvemos que isso não poderia continuar acontecendo! Fizemos o levantamento de quantas crianças estão em idade escolar primária lá e chegamos ao número de 40 crianças.  Resolvemos que iríamos em uma ação entre amigos fazer 50 kits com material escolar básico para envio no final desse ano para a região. 

Entendemos que essas crianças não devem passar por isso novamente, "apagar o conhecimento escrito" deles não mais.

Conseguimos com a ajuda de muitos amigos e algumas empresas e o apoio da A Gazeta Verde os 50 kits para uso do primeiro semestre de 2015, mas seria muita crueldade ter um semestre e depois voltar a não ter, por isso essa ação tem de se perpetuar.

Convido você a participar dessa 2ª Ação, adotando alguma "cota" descrita no blog e disponível no site de finaciamento coletivo Catarse, e não mais permitir que isso precise acontecer novamente para essas crianças.



O objetivo é completar 45 kits com:

3 cadernos universitários 100fl
2 canetas
3 lápis
2 borrachas
1 apontador

1 régua 30cm
1 cx de lapis de cor 12unid
1 edição passatempo lúdico de educação ambiental da Turma da Trilha da Mata
1 mochila de lona emborrachada

Participe em breve dessa Ação doando pela página da Campanha no Catarse.

Toda prestaçao de contas, fotos da campanha anterior e acompanhamento dessa campanha nesse link

A Gazeta Verde Apoia!!

sexta-feira, maio 1

Avistar Brasil 2015 irá pousar no Butantan

Imperdível! Entre os dias 15 e 17 de maio, o Avistar Brasil 2015 irá pousar aqui no Butantan. A décima edição do encontro de especialistas em aves será gratuita e terá exposições, shows, palestras, oficinas, caminhadas de observação e muito mais. Confira a programação completa dos três dias de evento aqui:http://www.avistarbrasil.com.br/agenda15 e#vemavistar!

AvistarBrasil - X Encontro Brasileiro de Observação de Aves é um evento gratuíto e aberto e conta com uma diversificada programação que inclui exposições, shows, palestras oficinas e feira. Está aberto das 08h00 até as 17h00. Verifique aprogramação e participe! Feira, Oficinas, Exposições, Passarinhadas e outras atividades são abertas e não precisam de inscrição. Para participar das Palestras do Congresso Avistar faça aqui sua inscrição

segunda-feira, abril 27

Criada primeira folha artificial, biologicamente ativa, que realiza fotossíntese.

Criada primeira folha artificial, biologicamente ativa, capaz de fazer fotossíntese, tornando possível o sonho da colonização espacial.

Artista desenvolveu uma funcional folha artificial que absorve a água e dióxido de carbono para a produção de oxigênio, assim como folhas naturais.

O novo material poderia fornecer uma fonte constante de oxigênio para os seres humanos em longas missões no espaço e até mesmo nos ajudar a colonizar novos planetas.
Julian Melchiorri afirma que as folhas também poderiam transformar a vida na Terra como a conhecemos, porque os edifícios poderiam ser revestidos com o material, oxigenando as casas e as áreas urbanas poluídas.
O estudante de pós-graduação do Royal College of Art, disse à revista Dezeen, que a Nasa está pesquisando maneiras de garantir um suprimento de oxigênio em viagens longas, para que as pessoas possam viver no espaço, mas que as plantas não crescem em gravidade zero. "Este material pode nos permitir explorar o espaço muito mais longe do que se pode agora", disse ele.
Melchiorri, que vive em Londres, estava trabalhando em sua folha, enquanto cursava sua pós no Curso de Inovação de Design e Engenharia, na RCA, e colaborou com cientistas do laboratório de seda da Universidade Tufts, em Massachusetts para a engenharia do material.
Ele é constituído de cloroplastos de células vegetais que são suspensas numa teia de proteína de seda. A proteína é extraída a partir de fibras de seda natural. "Este material tem propriedades surpreendentes, capazes de estabilizar moléculas", explicou ele em um vídeo.

Melchiorri afirma que ele desenvolveu o “primeiro material fotossintético que está vivendo e respirando, assim como uma folha”. Assim como folhas reais, o novo material necessita de uma pequena quantidade de água doce e luz para produzir oxigênio, ambos elementos que ainda precisam ser descobertos em outros planetas para que os humanos possam chamá-los de lares.
De acordo com o artista, o material consome pouca energia e, como resultado, a incorporação dele em edifícios modernos, para absorver dióxido de carbono, seria uma função útil, revestindo fachadas e sistemas de ventilação. “Você pode absorver o ar de fora, passá-lo através destes filtros biológicos e, em seguida, trazer ar oxigenado dentro”, explicou.
Melchiorri tem criado abajures feitos com o material. A luz da lâmpada promove a energia necessária para que ocorra a fotossíntese.

Fonte: DailyMail / Dezeen Foto: Reprodução / DailyMail via Vimeo

Cerca de 800 mil crianças forçadas a fugir da violência na Nigéria e região

Dacar/Nova Iorque, 13 de abril de 2015 – Cerca de 800 mil crianças foram forçadas a abandonar as suas casas por causa do conflito no Nordeste da Nigéria entre o Boko Haram, forças militares e grupos civis de autodefesa, segundo novo relatório do UNICEF publicado nesta segunda-feira.
Divulgado um ano após o rapto de mais de 200 alunas em Chibok, Missing Childhoods(Infâncias Perdidas) revela que o número de crianças que fugiram para salvar a sua vida no interior da Nigéria, ou atravessando a fronteira com o Chade, o Níger e Camarões, mais que duplicou em menos de um ano.
"O rapto de mais de 200 meninas em Chibok é uma das inúmeras tragédias que vêm se reproduzindo numa escala gigantesca na Nigéria e região", afirmou Manuel Fontaine, diretor regional do UNICEF para a África Ocidental e Central. "Um grande número de meninas e meninos estão desaparecidos na Nigéria – raptados, recrutados por grupos armados, atacados, usados como armas, ou forçados a fugir da violência. Eles têm o direito de recuperar a sua infância".
Esses números surgem no momento em que o UNICEF chama atenção para o impacto devastador do conflito sobre as crianças em toda a região por meio do uso da hashtag #bringbackourchildhood (devolvam nossa infância).
Como parte desse movimento, o UNICEF está  usando Snapchat (username: unicef) – uma plataforma social onde as mensagens desaparecem – para destacar a situação das centenas de milhares de crianças que estão perdendo suas infâncias, como resultado do conflito.
Para contar as histórias das crianças que fugiram da violência, UNICEF e artistas de destaque da Snapchat vão partilhar imagens baseadas em desenhos de crianças na Nigéria, no Chade, no Níger e em Camarões. Os trabalhos artísticos refletem aquilo de que as crianças sentem falta das suas casas e as feridas emocionais e o sofrimento que suportaram, incluindo assistir ao assassinato, tortura ou rapto dos seus pais e irmãos.
O público será também convidado a partilhar aquilo de que sentiria mais falta se fosse forçado a deixar as suas casas – quer na Snapchat, quer noutras redes sociais usando a hashtag #BringBackOurChildhood.
Missing Childhoods descreve como o conflito está afetando duramente as crianças na Nigéria e em toda a região em múltiplas vertentes:
  • As crianças estão sendo usadas nas fileiras do Boko Haram – como combatentes, cozinheiros, carregadores e vigias.
  • As jovens mulheres e as meninas estão sendo obrigadas a se casar, forçadas a trabalhar e violentadas.
  • Os estudantes e os professores têm sido alvos deliberados – com mais de 300 escolas danificadas ou destruídas e pelo menos 196 professores e 314 crianças em escolas mortos até o fim de 2014.
O UNICEF reforçou a sua resposta humanitária a essa crise. Nos últimos seis meses, o UNICEF proporcionou a mais de 60 mil crianças afetadas pelo conflito na Nigéria, no Níger, em Camarões e no Chade acompanhamento e apoio psicossocial para ajudá-las a aliviar a dor de suas lembranças, reduzir o estresse e lidar com as perturbações emocionais.
O UNICEF também está trabalhando com parceiros para fornecer água segura e serviços de saúde vitais, restaurar o acesso à educação por meio da criação de espaços de aprendizagem temporários e assegurar tratamentos terapêuticos a crianças desnutridas.
Enfrentando um grave déficit de financiamento, o UNICEF está conclamando os doadores internacionais a aumentar o seu apoio financeiro para os esforços de ajuda na Nigéria e nos países vizinhos. O UNICEF recebeu apenas 15% dos US$ 26,5 milhões necessários para a sua resposta humanitária na Nigéria em 2015, e não mais que 17% do seu apelo humanitário global de financiamento para Camarões, 2% para o Níger e 1% para o Chade.
Para mais informações, visite a página da campanha (em inglês):http://bringbackourchildhood.tumblr.com/
Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios para transformar esse nosso compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente os nossos esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.
Acompanhe nossas ações no FacebookTwitterInstagram e Youtube.
Para mais informações
Laurent Duvillier, Escritório Regional do UNICEF para a África Ocidental e Central
Telefone: + 221 77 740 35 77
Rose Foley, Sede do UNICEF em Nova Iorque
Telefone: + 1 917 340 2582

Fonte: ONU / Unicef

quinta-feira, março 26

20º CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO AMBIENTAL TEM INSCRIÇÕES ABERTAS

Estão abertas as inscrições para o 20º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental. O evento acontecerá de 23 a 27 de maio em São Paulo, na Fundação Mokiti Okada e contará com palestras de especialistas brasileiros e estrangeiros. Entre eles, o alemão Gerd Winter, que já contribuiu com renomadas instituições como o Fundo Global para o Meio Ambiente, além dele, outra presença confirmada é do Ministro do STJ, Antonio Herman Benjamin.
Para participar do evento basta preencher a ficha cadastral no site, http://congresso.planetaverde.org/inscricoes. São cinco tipos de inscrição nota de empenho para empresa pública, associado do instituto, profissional em geral, estudante de graduação e estudante de pós-graduação. Até o dia 31 de março, os profissionais que se inscreverem pagam R$ 350,00. Após essa data,e até 22 de maio, o valor passa para R$ 400,00 e no dia do evento, o preço será de R$ 500,00. Já para os estudantes, de graduação e pós, o valor não muda: é de R$ 100,00, tanto nas datas como na Fundação. Para os associados do Instituto O Direito Por Um Planeta Verde, a entrada é gratuita. Os valores para empresas públicas encontram-se no site do evento.
Entre os especialistas confirmados está o alemão Gerd Winter, que já contribuiu com renomadas instituições como o Fundo Global para o Meio Ambiente (Global EnvironmentFacility). Além dele, o Ministro do STJ Antonio Herman Benjamin, a doutora portuguesa em Ciências Jurídico Políticas na área de Direito do Ambiente, Maria Alexandra Souza Aragão são alguns dos palestrantes do evento, que acontece na Fundação Mokiti Okada, em São Paulo.
Juntamente com o encontro acontecem o 10º Congresso de Estudantes de Direito Ambiental (graduação e pós-graduação), o 10º Congresso de Direito Ambiental das Línguas Portuguesa e Espanhola, com o tema “Dano Ambiental, Prevenção, Reparação e Repressão” e também o IV Prêmio José Bonifácio de Andrada e Silva, que reconhece sete trabalhos acadêmicos inéditos em temáticas relacionadas ao meio ambiente. Ao fazer a inscrição para o 20º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental, o participante tem direito a acompanhar os demais eventos.
20º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental
23 a 27 de maio
Fundação Mokiti Okada
Rua Morgado de Mateus, 77 – Vila Mariana – São Paulo – SP
Mais informações:
Linhas Comunicação
(11) 3465-5888

quarta-feira, março 25

A casa autossuficiente

No futuro, a casa que habitamos será totalmente autónoma em termos energéticos e os módulos que a constituem vão adaptar-se aos nossos padrões de comportamento. Tudo isto com pouca intervenção humana


Há milhões de anos que os girassóis giram para captar a luz do Sol. O movimento serve para maximizar a absorção de energia até ao momento em que a planta dá flor. Não é a única planta a fazê-lo, mas foi no girassol que se inspiraram os investigadores da Casas em Movimento para criar o sistema que permite a uma casa rodar com o mesmo objetivo: capturar a energia do Sol. "As nossas casas ajustam-se automaticamente ao local onde são implementadas. Podem rodar ou inclinar o telhado consoante as necessidades energéticas das famílias que as habitam. São casas sustentáveis e autossuficientes", explica Manuel Lopes, o português que, em 2008, enquanto aluno na Universidade do Porto, concebeu o The Sunflower system o sistema na base destas casas que rodam 180 graus e inclinam o telhado para colher os raios de sol disponíveis ao longo do dia, transformando a energia solar em energia elétrica e térmica.

A Casas em Movimento já patenteou o "sistema girassol" em 77 países e prepara-se para estrear uma casa de demonstração que será montada (e depois desmontada...) numa cidade portuguesa, onde vai mostrar as vantagens de ter uma habitação que produz cinco vezes mais energia do que a que necessita. E para onde vai esta energia a mais? "Pode ter várias finalidades. Pode carregar o carro, ou carros, da família ou, até, alimentar as casas que lhe estejam próximas. Fizemos um teste com um Smart elétrico e concluímos que podíamos fazer 160 mil quilómetros/ano com o automóvel a ser alimentado pela casa", adianta o arquiteto responsável pelo projeto, que explica as vantagens da estrutura ser desmontável: "Se uma das nossas casas estiver a ser usada como residência de férias no Alentejo, nada impede que os proprietários, um dia, a mudem, por exemplo, para o Gerês. Não é preciso investir numa nova construção nem pensar se há energia elétrica por perto. Basta desmontar de uma localização e montar noutra." O facto de ser uma construção modular tem mais vantagens. A rotação do eixo central da estrutura permite que as várias divisões da casa mudem de posição, e se ajustem às necessidades dos inquilinos. "É uma casa que pode mostrar o nascer do Sol na mesma janela onde também revela o pôr do Sol.

E não só. Imagine-se o seguinte cenário: ao pequeno-almoço, a cozinha pode ter 15 m2, mas, há hora do jantar, a rotação dos módulos da casa pode juntar a cozinha com a sala e criar um espaço de 45 m2. Isto é possível e estamos, neste momento, a testar a que velocidade é que a rotação deve ser feita", descreve Manuel Lopes, com o entusiasmo típico do empreendedor que vê a sua startup recolher, finalmente, a atenção de potenciais investigadores. Na mira, pode estar a construção de um hotel para uma grande cadeia internacional e até de bairros inteiros em países nos quais a rede elétrica é pouco eficiente e onde é necessário recorrer a geradores.